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Relatório da ONU Denuncia Tortura Sistemática em Israel

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Brasil
© Reuters/Proibida reprodução
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Um relatório da relatora especial das Nações Unidas para os direitos humanos nos territórios palestinos ocupados, Francesca Albanese, aponta que a prática de tortura contra palestinos em Israel é sistemática e recebe apoio do Estado e da sociedade civil. O documento destaca que altos escalões do governo e diversos segmentos da sociedade contribuem para essa realidade.

Apoio Estatal e Social

Segundo o relatório, a tortura é parte de uma estratégia de dominação colonial e tem o apoio de executivos, legislativos e judiciais, além de contar com o consentimento de profissionais de saúde, autoridades religiosas e figuras públicas. Essa prática, que historicamente ocorria de forma velada, agora acontece abertamente.

Relatos e Acusações

O documento se baseia em mais de 300 depoimentos, incluindo relatos de sobreviventes e denunciantes israelenses. As torturas descritas variam de espancamentos e choques elétricos a estupros e privação de sono. Crianças também são vítimas, muitas vezes detidas sem acusações formais e sem acesso a advogados.

Impunidade e Justiça

O relatório destaca a impunidade prevalente, com poucas investigações e nenhuma acusação formal entre 2001 e 2020, apesar de inúmeras denúncias. Embora autópsias indiquem tortura como causa de morte, funcionários do Estado raramente enfrentam consequências legais.

Reações e Contestações

A missão de Israel em Genebra criticou o relatório, acusando-o de antissemitismo e questionando a credibilidade dos órgãos de direitos humanos da ONU. Apesar das críticas, o documento continua a destacar graves violações de direitos humanos nos territórios ocupados.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br