O Circo de Tradição Familiar foi reconhecido nesta semana como Patrimônio Cultural do Brasil pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Essa decisão insere o circo no Livro de Registro das Formas de Expressão.
Importância Cultural
Espalhada por todo o país, esta manifestação cultural é descrita pelo Iphan como itinerante e organizada em torno de núcleos familiares. Há uma forte tradição de transmissão oral de saberes, técnicas e modos de convivência entre as gerações.
Relevância Nacional
O conselho consultivo destacou a relevância nacional do circo, tanto pela força na promoção de espetáculos quanto pelas práticas lúdicas e memória social que promove.
A Luta pelo Reconhecimento
A decisão foi tomada em reunião no Palácio Gustavo Capanema, no Rio de Janeiro. O Circo de Tradição Familiar Zanchettini, fundado no Paraná em 1991, liderou o processo de reconhecimento. Wanda Cabral Zanchettin e Primo Júlio Zanchettin foram os pioneiros, e seus dez filhos continuam a tradição.
Legado Familiar
Wanda Zanchettin iniciou o processo de reconhecimento em 1993 e formalizou o pedido em 2005. Sua filha, Edlamar Maria Cabral Zanchettin, destacou o protagonismo da família na busca pelo reconhecimento. Apesar de Wanda ter falecido em 2017, o esforço culminou no recente reconhecimento.
Origem e Evolução
Wanda começou no circo aos 18 anos, junto com sua mãe e irmãos no circo de ciganos Irmãos Marques. Ela se casou com o italiano Primo Júlio, com quem fundou o Circo Teatro Gávea. Após a morte do marido, em 1991, Wanda renomeou a companhia para Zanchettini em sua homenagem.
Tradição Passada de Geração em Geração
A tradição circense continua viva com a nova geração da família Zanchettin, que já integra o elenco do circo. A sabedoria e os conhecimentos são transmitidos de geração em geração, mantendo viva a paixão pelo circo.


