A União Brasileira de Compositores (UBC) divulgou um estudo revelando que apenas 10% dos direitos autorais na indústria musical foram destinados a mulheres em 2025. Entre os 100 maiores arrecadadores, somente 11 são mulheres, apesar de uma melhora na posição feminina no ranking.
Desigualdade Persistente no Setor
O estudo, intitulado 'Por Elas Que Fazem Música', destaca a desigualdade de gênero no setor. As autoras concentram 73% do total recebido por mulheres, enquanto versionistas e produtoras fonográficas ficam com apenas 1% cada.
Crescimento na Participação Feminina
Em 2025, houve um crescimento expressivo no cadastro de obras e fonogramas com participação feminina, com um aumento de 13% nos fonogramas registrados por produtoras e 12% nas obras cadastradas por autoras e versionistas.
Aumento na Associação à UBC
Desde 2017, o número de mulheres associadas à UBC aumentou 229%, refletindo o crescente interesse e busca por reconhecimento na indústria, embora os rendimentos ainda não sejam proporcionais.
Distribuição Regional e Desafios
A maior concentração de mulheres na música está no Sudeste, Nordeste e Sul, com 88% do total. O Sudeste lidera com 60%, enquanto o Norte possui apenas 3%. A UBC destaca a necessidade de políticas que incentivem a inclusão de mulheres de todas as regiões.
Assédio e Discriminação no Setor
Um levantamento digital com mais de 280 mulheres revelou que 65% sofreram assédio no ambiente profissional, predominando o assédio sexual. Em termos de discriminação, 63% relataram ter sido ignoradas ou interrompidas em contextos profissionais.
Impacto na Renda e Setores Lucrativos
Os segmentos de rádio e shows são os mais lucrativos para mulheres, cada um representando 17% da arrecadação total feminina. O streaming de música também mostra um avanço com 11%.


