O dólar encerrou o mês de outubro em forte alta no mercado brasileiro, atingindo R$ 5,44 nesta sexta-feira (30), com avanço de 1,09% no dia. O movimento representou a maior valorização semanal da moeda norte-americana desde 2008, acumulando alta de 9,15% na semana.
O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira, também foi impactado e fechou o dia com queda de 0,75%, aos 167.921,80 pontos. Na semana, o indicador recuou 18,12%, a maior baixa semanal desde março de 2020, no início da pandemia de covid-19.
Entre os fatores que influenciaram o desempenho do câmbio e da bolsa estão as incertezas políticas após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, especialmente em relação à política fiscal e à definição da equipe econômica do novo governo. O mercado também foi afetado pela busca de proteção cambial antes do feriado de Finados e pela formação da Ptax, referência para contratos futuros de câmbio.
No cenário internacional, a queda de ações de empresas de tecnologia e inteligência artificial nos Estados Unidos pressionou mercados emergentes, contribuindo para a valorização do dólar frente a outras moedas. O índice S&P 500, em Nova York, recuou 1,82% no mesmo dia.
O mês de outubro foi marcado por volatilidade, com o dólar acumulando alta de 5,27% e o Ibovespa registrando queda de 9,88%, o pior desempenho mensal desde junho de 2022. A saída de recursos estrangeiros também intensificou a pressão sobre os ativos brasileiros, com retirada líquida de quase R$ 7,6 bilhões da bolsa nos três primeiros pregões da semana.
O ambiente externo permanece incerto, com investidores atentos à inflação e aos juros globais, além dos resultados de grandes empresas de tecnologia, fatores que seguem influenciando o mercado financeiro brasileiro.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br




