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Fernando Haddad discute papel da classe dominante no Estado brasileiro

Em recente evento em São Paulo, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, abordou a relação histórica entre a classe dominante e o Estado brasileiro. A declaração foi feita durante o lançamento de seu novo livro, 'Capitalismo Superindustrial', onde esteve acompanhado por Celso Rocha de Barros e Lilia Schwarcz.

A Classe Dominante e o Estado

Haddad argumenta que a classe dominante brasileira sempre tratou o Estado como uma extensão de seus interesses. Segundo ele, essa apropriação remonta ao período pós-abolição da escravidão, quando o Estado teria sido entregue aos fazendeiros como uma forma de indenização.

Impactos na Democracia

O ministro destacou que essa relação complexa entre a classe dominante e o Estado gera desafios constantes para a democracia no Brasil. Haddad afirmou que o status quo é imediatamente defendido quando ameaçado, o que contribui para uma democracia instável e frágil.

Capitalismo Superindustrial

No livro, Haddad analisa o conceito de capitalismo superindustrial, destacando como a desigualdade e a competição se intensificaram globalmente. Ele também discute a incorporação do conhecimento como fator de produção e as novas configurações de classe.

Desafios e Perspectivas

O ministro prevê que a desigualdade continuará a crescer, a menos que o Estado intervenha para mitigar seus efeitos. Ele observa que, sem intervenção, a desigualdade se transforma em contradição, alimentando tensões sociais significativas.

Reflexões sobre o Oriente

Outro ponto abordado na obra são os processos no Oriente, que, segundo Haddad, desenvolveram-se de forma distinta do Ocidente. Ele explica que, embora violentos internamente, esses processos tiveram um aspecto antissistêmico externamente, contribuindo para a industrialização e emancipação nacional.

Conclusão

Haddad conclui que, enquanto alguns ideais revolucionários no Oriente não foram plenamente alcançados, houve avanços significativos nas forças produtivas dessas sociedades. Ele ressalta, no entanto, que a contradição entre objetivos iniciais e resultados alcançados continua evidente.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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