A doutoranda Fernanda Pereira da Silva, do Programa de Pós-Graduação em Mídia e Cotidiano da Universidade Federal Fluminense (UFF), desenvolveu um estudo que destaca o potencial das histórias em quadrinhos (HQs) no debate sobre questões étnico-raciais na educação de futuros professores. A pesquisa sugere que as graphic novels podem ser um recurso eficaz para fortalecer a educação antirracista nas salas de aula.
O Poder das HQs no Ensino
Fernanda argumenta que as HQs têm a capacidade de atrair leitores para discussões importantes sobre racismo. Este meio visual e narrativo pode facilitar a introdução de temas complexos, tornando-os mais acessíveis e engajantes para estudantes e educadores. A inclusão de heróis negros em iniciativas governamentais, como o Programa Nacional do Livro e do Material Didático, destaca a relevância das HQs neste contexto.
Desafios na Implementação
A pesquisa de Fernanda identificou desafios significativos na implementação da Lei 10.639/2003, que exige o ensino de história e cultura afro-brasileira nas escolas. Segundo dados levantados, essa legislação não é cumprida em 71% dos municípios brasileiros. Professores frequentemente consideram o tema difícil de abordar, embora Fernanda argumente que ele é essencial para a compreensão histórica.
A Imersão no Cotidiano Escolar
Durante seu trabalho de campo no Colégio Estadual Júlia Kubitschek, Fernanda observou que a discussão sobre racismo é frequentemente limitada ao mês da Consciência Negra. Ela destaca a importância de integrar esse debate ao cotidiano escolar para preparar melhor os futuros educadores. A professora Walcéa Barreto Alves, orientadora de Fernanda, elogia a abordagem prática e interventiva da pesquisa, que busca ações concretas para enfrentar o racismo na educação.
Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br









