Lideranças indígenas reunidas no Acampamento Terra Livre, em Brasília, entregaram um documento ao Ministério das Relações Exteriores nesta quinta-feira (9), propondo a criação de zonas livres de exploração de petróleo e gás. A proposta destaca que os territórios indígenas devem ser parte central da estratégia climática global.
Zonas Livres de Combustíveis Fósseis
As chamadas Zonas Livres de Combustíveis Fósseis (FFZs) seriam áreas onde a exploração é proibida, especialmente em regiões de relevância ecológica e cultural. A ação visa proteger o meio ambiente e os direitos dos povos indígenas.
Influência nas Negociações Internacionais
O documento entregue tem como objetivo influenciar as negociações internacionais e contribuir para um novo paradigma de desenvolvimento. A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) ressalta que enfrentar a crise climática exige mudanças profundas nas relações entre economia, território e direitos.
Impacto da Crise Climática
A crise climática já afeta a produção de alimentos, a saúde, a economia e a segurança das nações. Segundo a Apib, a inação tem custos crescentes, e é crucial reconhecer os territórios indígenas como áreas prioritárias para proteção climática e da biodiversidade.
Experiências Internacionais
A proposta está alinhada com experiências internacionais, como a decisão do Equador de encerrar a exploração no Parque Nacional Yasuní. A Apib destaca que uma transição energética justa depende do reconhecimento pleno dos direitos dos povos indígenas, incluindo o direito à consulta livre, prévia e informada (CLPI).


