O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participará, pela décima vez, como convidado da Cúpula do G7, que será realizada em Évian-les-Bains, França, entre os dias 15 e 17 de junho. O evento reúne as principais economias do mundo: Canadá, Estados Unidos, Reino Unido, França, Itália, Alemanha, Japão e a União Europeia.
Além do Brasil, foram convidados líderes de países como Índia, Quênia, Coreia do Sul e Egito. Lula terá participação em três sessões, sendo a primeira no dia 16, quando abordará a importância de ampliar a Assistência Oficial ao Desenvolvimento (AOD), mecanismo de repasse financeiro dos países mais desenvolvidos para apoiar nações em situação de vulnerabilidade.
De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, a diminuição dos valores destinados à AOD nos últimos anos tem preocupado países em desenvolvimento. O G7, presidido pela França em 2024, deve apresentar uma declaração conjunta para fortalecer essa cooperação, incluindo possíveis parcerias com o setor privado.
No dia 17, Lula participará de outra sessão de líderes para discutir crescimento econômico equilibrado e defenderá a reforma das instituições globais, como a Organização Mundial do Comércio (OMC) e a Organização das Nações Unidas (ONU). O presidente brasileiro já havia manifestado a necessidade de fortalecer o multilateralismo e atualizar o Conselho de Segurança da ONU.
Também no dia 17, a delegação brasileira estará presente em um almoço temático sobre Inteligência Artificial (IA), onde serão debatidas oportunidades, riscos e a necessidade de regulamentação da tecnologia, tema já em discussão no Congresso Nacional brasileiro.
Embora o Brasil não participe diretamente das negociações finais dos documentos do G7, o país poderá contribuir em debates sobre desenvolvimento internacional, crescimento econômico, proteção de crianças no ambiente digital, combate ao narcotráfico, luta contra o câncer, migração e minerais críticos. O Brasil, que possui uma das maiores reservas de minerais estratégicos do mundo, defende o desenvolvimento local e a agregação de valor nesses setores.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br









