A dramaturga Luciana Lyra estreia "Medea depois do Sol", uma peça que aborda temas como maternidade, violência de gênero e exploração da natureza. O espetáculo estreia nesta sexta-feira, 6 de março, no Sesc Ipiranga, em São Paulo, e se inspira na clássica tragédia grega Medeia de Eurípedes.
Inspiração e Contexto
Estreando próximo ao Dia Internacional da Mulher, a peça utiliza a figura de Medeia para refletir sobre a violência de gênero no Brasil e na América Latina. A trama investiga Medeia como um símbolo de maternidade e sobrevivência a traumas, propondo também uma conexão entre mulher e natureza, conceito descrito por Lyra como ecofeminismo.
Equipe Criativa e Produção
Com direção de Ana Cecília Costa e Kátia Daher, a peça conta com uma equipe de criação majoritariamente feminina. A trilha sonora é composta por Alessandra Leão e Luciana Lyra, com dramaturgismo de Leusa Araujo, direção de gesto e movimento por Renata Camargo, figurino de Carol Badra e cenografia e iluminação de Camila Jordão.
A Tradição de Medeia
A história de Medeia, amante de Jasão, aborda temas de transição de poder entre sociedades matriarcais e patriarcais. A narrativa original detalha como Medeia, após ser rejeitada, mata seus filhos, uma ação que reflete seu desejo de evitar que seus filhos sigam o mesmo caminho de poder que Jasão.
Pesquisa e Desenvolvimento
Luciana Lyra realizou workshops em Recife, Rio de Janeiro e São Paulo para explorar o destino de Medeia após sua fuga. As discussões revelaram temas de opressão relacionados à maternidade compulsória e o papel tradicional das mulheres no cuidado dos filhos. A dramaturga também pesquisou no Equador e no Uruguai, onde encontrou semelhanças nas experiências de mulheres latino-americanas.
Serviço
O espetáculo "Medea depois do Sol" está em cartaz no Sesc Ipiranga de 6 a 29 de março, com apresentações às 21h30 nas sextas-feiras e às 18h30 aos sábados e domingos. Os ingressos variam de R$ 15 a R$ 50. O Sesc Ipiranga está localizado na Rua Bom Pastor, 822, no Ipiranga, em São Paulo.


