Um levantamento realizado pelo Instituto Nexus mostra que metade dos brasileiros acredita que os pais de hoje estão menos presentes na criação dos filhos em comparação com gerações anteriores. A pesquisa ouviu 2.013 pessoas em diferentes regiões do país e revelou que, apesar dessa percepção, 80% dos entrevistados consideram alta ou muito alta a importância da figura paterna no desenvolvimento das crianças.
O estudo também identificou diferenças de opinião entre homens e mulheres. Entre as mulheres, 56% afirmam que os pais participam menos do que antes, enquanto 31% enxergam maior presença atualmente. Já entre os homens, 44% avaliam que a participação aumentou, e outros 44% acreditam que diminuiu.
Em relação à importância da paternidade, 81% dos homens e 73% das mulheres classificam como alta ou muito alta a influência dos pais na vida dos filhos. Entre os jovens de 16 a 24 anos, 82% reconhecem a relevância paterna, índice que cai para 62% entre pessoas com 60 anos ou mais.
Quanto ao conceito de “bom pai”, 49% dos entrevistados apontam a presença diária como principal característica. Outros aspectos citados foram educar e orientar com limites (19%), demonstrar carinho e afeto (8%), dar exemplo (7%) e garantir segurança financeira (3%).
A presença no dia a dia é considerada mais importante por 53% das mulheres e 45% dos homens. Já a imposição de limites é destacada por 21% do público masculino e 17% do feminino. Entre pessoas de 25 a 40 anos, 56% valorizam o convívio diário, enquanto entre os mais velhos, a educação é vista como o atributo mais relevante.
Segundo Marcelo Tokarski, CEO da Nexus, a sociedade brasileira já reconhece que ser um bom pai vai além de prover financeiramente, sendo fundamental a participação ativa na rotina dos filhos. No entanto, ele ressalta que a prática ainda precisa acompanhar esse novo entendimento.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br








