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Superação: Mulher Trans Conquista Vaga na Universidade Após 25 Anos

Sabriiny Fogaça Lopes, uma mulher trans de 41 anos, foi aprovada na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) após um longo intervalo de 25 anos longe dos estudos formais. Sua trajetória foi marcada por desafios e superações, iniciados quando, ainda adolescente, foi obrigada a abandonar a escola devido a discriminações e agressões físicas sofridas por colegas.

Retorno aos Estudos

Após deixar os estudos aos 15 anos, Sabriiny enfrentou dificuldades no mercado de trabalho, mas nunca perdeu o desejo de aprender. Encaminhada por amigos e pelo desejo de reescrever sua história, ela retomou os estudos através da Educação de Jovens e Adultos (EJA), sentindo-se acolhida no Colégio Estadual Barão de Tefé, em Seropédica, Rio de Janeiro.

Desempenho Acadêmico e Futuro

Sabriiny prestou o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) duas vezes, sendo aprovada em ambas. Em 2026, escolheu Licenciatura em Educação Especial e foi eleita Diretora de Diversidade do Diretório Acadêmico. Com uma visão sensível para as diferenças, ela deseja contribuir para que todas as pessoas tenham acesso à educação de qualidade.

Desafios e Aspirações

Mesmo ciente dos desafios que enfrentará como mulher trans no mercado educacional, Sabriiny mantém o sonho de cursar Serviço Social e continuar sua carreira na educação especial. Ela acredita que, apesar das barreiras, seu esforço pode mostrar que nunca é tarde para recomeçar.

Importância da EJA

A EJA é uma modalidade que oferece a jovens, adultos e idosos a oportunidade de concluir os estudos básicos. Atualmente, cerca de 2,4 milhões de estudantes estão matriculados na EJA, embora apenas 9% acessem o ensino superior após a conclusão do ensino médio, segundo o Censo da Educação Superior 2023.

Desafios de Acesso ao Ensino Superior

Dados da Associação Nacional de Travestis e Transsexuais (Antra) de 2024 indicam que apenas 0,3% da população trans acessa o ensino superior, devido principalmente à transfobia institucional e social. No entanto, a inclusão de cotas para pessoas trans em 38 universidades públicas brasileiras aponta para um avanço nesse cenário.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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