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Redes de apoio fortalecem mulheres na luta por espaço no poder

Redes de apoio entre mulheres são destaque em evento que debate justiça igualitária e participação feminina no poder. Saiba como fortalecer essa luta.

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Redes de apoio fortalecem mulheres na luta por espaço no poder
Redes de apoio fortalecem mulheres na luta por espaço no poder
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Durante a conferência internacional “Mulheres que movem a justiça”, realizada até sexta-feira (6) em Brasília, comunicadoras e especialistas defenderam a criação de redes de apoio entre mulheres como estratégia para ampliar a presença feminina em cargos de decisão e combater práticas machistas.

O evento reuniu profissionais de diversas áreas para debater caminhos para uma justiça mais igualitária no Brasil. Segundo as participantes, quem atua na produção de informação também deve se engajar no enfrentamento à desinformação e ao discurso misógino.

União feminina e conquistas históricas

Antonia Pellegrino, presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), destacou que a união entre mulheres já resultou em avanços importantes, como o “lobby do batom” na Assembleia Nacional Constituinte de 1987-1988, que garantiu direitos fundamentais até hoje. Ela ressaltou que, nos próximos anos, a abertura de cargos vitalícios no Judiciário pode ser uma oportunidade para ampliar a participação feminina.

Redes como estratégia de sobrevivência

Pellegrino reforçou que trabalhar em rede é uma prática histórica entre mulheres e representa uma estratégia de sobrevivência diante de desafios como a desinformação, que no Brasil e no mundo é alimentada por grupos radicais. Ela também alertou para ataques à comunicação pública por parte de governos extremistas.

Informação objetiva contra o machismo

A advogada e influenciadora Sara Gabriela, criadora da página “Seja a princesa que salva a si mesma”, defendeu o enfrentamento do machismo como elemento cultural. Ela acredita que a informação deve ser clara e objetiva para combater a misoginia, e compartilhou sua experiência atendendo vítimas de violência em Goiás.

Direitos e empoderamento feminino

Miriane Ferreira, advogada e influenciadora com mais de dois milhões de seguidores, utiliza as redes sociais para explicar direitos jurídicos às mulheres. Ela destaca a importância da solidariedade entre mulheres e do reconhecimento do valor do trabalho doméstico, especialmente em casos de divórcio.

Desafios no Judiciário

A advogada Mayra Cotta, produtora da série “Afiadas”, chamou atenção para o aumento das denúncias feitas por mulheres e para o tratamento inadequado dessas denúncias no Judiciário. Ela criticou a postura de juízes que minimizam casos de assédio e abuso.

Participação política e representatividade

A jornalista Thayse Xavier, fundadora da plataforma “Elas trabalham”, destacou a importância de incentivar o voto feminino e o apoio mútuo para ocupar espaços de poder. Já a cineasta Fernanda Amim defendeu a abertura de espaços por meio de narrativas que abordam questões como racismo e falhas no sistema de justiça criminal.

Contexto local e histórico

O debate sobre a participação feminina em espaços de poder ganha força em um momento em que a sociedade brasileira busca avançar na igualdade de gênero. Experiências como o “lobby do batom” mostram que a articulação coletiva pode gerar transformações duradouras. Para Londrina e região, a discussão reforça a importância de fortalecer redes locais e incentivar a atuação de mulheres em diferentes setores.

O Portal Londrina convida você a compartilhar sua opinião sobre o tema e a acompanhar nossas redes sociais para mais notícias sobre cidadania e igualdade.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br