Nesta segunda-feira, 23 de outubro, a Justiça Federal de Minas Gerais deu início às audiências de instrução e julgamento referentes ao rompimento da barragem da mina Córrego do Feijão, localizada em Brumadinho. Este caso envolve 17 réus e investiga crimes ambientais e 272 homicídios relacionados ao desastre.
Réus e Objetivo das Audiências
Na ação penal, destacam-se como réus a empresa Vale S.A., a multinacional TÜV SÜD, além de 16 ex-executivos associados a essas companhias. As audiências visam ouvir tanto os réus quanto as testemunhas, além de coletar provas sobre possíveis falhas nos sistemas de segurança e condutas negligentes relacionadas ao colapso da barragem.
Cronograma das Sessões
Com um total de 76 sessões programadas, a fase de instrução e julgamento se estenderá até 17 de maio de 2027. As sessões ocorrerão às segundas e sextas-feiras, no Tribunal Regional Federal da 6ª Região, em Belo Horizonte.
Impacto da Tragédia
O rompimento da barragem, que ocorreu em 25 de janeiro de 2019, liberou aproximadamente 12 milhões de metros cúbicos de lama, resultando em 272 mortes confirmadas e danos ambientais severos. O desastre afetou o Rio Paraopeba e causou impactos socioeconômicos significativos em mais de 20 municípios, incluindo a Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Histórico da Barragem
A barragem, construída em 1976 e adquirida pela Vale em 2001, possuía 86 metros de altura e 720 metros de comprimento. Destinada à disposição de rejeitos do processamento de minério de ferro, a estrutura estava inativa e em processo de descaracterização no momento do colapso.


