O Concurso Público Nacional Unificado (CNU) está promovendo uma maior representatividade no serviço público brasileiro, conforme destacou a ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck. Em uma apresentação realizada em Brasília, a ministra compartilhou os resultados das edições de 2024 e 2025, ressaltando o impacto positivo na diversidade entre os servidores.
Diversidade no Serviço Público
As edições do CNU de 2024 e 2025 visaram fortalecer a capacidade de formulação de políticas públicas e incluir no serviço público pessoas que reflitam a diversidade regional, étnica, racial e de gênero do Brasil. Os dados apresentados indicam que 40,5% dos aprovados no CNU 2025 são oriundos de cotas para negros, indígenas, quilombolas ou pessoas com deficiência, superando a proporção de 33,6% em 2024.
Participação de Mulheres e Regiões
O número de mulheres aprovadas aumentou significativamente de 37% para 48,4% entre as edições. Além disso, houve um crescimento nas aprovações de candidatos do Nordeste, que passaram de 26% para 29,3%. O Sudeste liderou com 34,5% das aprovações, seguido pelo Centro-Oeste com 25,3%. As regiões Norte e Sul contribuíram com 5,2% e 5,7% das aprovações, respectivamente.
Impacto no Quadro de Servidores
Desde 2023, o serviço público recebeu 19.381 novos servidores, enquanto 16.546 se aposentaram, resultando em um saldo positivo de 2.835 servidores. No entanto, ainda há uma lacuna significativa devido à perda de 73.580 servidores entre 2016 e 2022. A ministra alerta que este déficit pode se agravar com as aposentadorias previstas entre 2026 e 2030.
Cumprimento do Arcabouço Fiscal
As contratações respeitam o arcabouço fiscal estabelecido pela Lei Complementar nº 200/2023, que limita o aumento das despesas públicas. A ministra Dweck defende a realização de novos concursos, especialmente para áreas como educação, garantindo que as admissões se mantenham dentro dos limites orçamentários permitidos.


