Os advogados de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, entraram com um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para que a Polícia Federal (PF) forneça as informações que justificaram o pedido de prisão preventiva do banqueiro. A prisão ocorreu durante a terceira fase da Operação Compliance Zero.
Reivindicações da Defesa
A defesa de Vorcaro afirma que não teve acesso aos elementos que embasaram a decisão e solicitou detalhes da sentença do ministro André Mendonça, que determinou a prisão de Vorcaro e outros envolvidos, suspeitos de crimes como ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos.
Detalhes Solicitados
Os advogados pedem informações sobre as mensagens atribuídas a Vorcaro, a existência do grupo 'A Turma', e se o banqueiro fazia parte dele. Também requisitaram dados sobre invasões de sistemas públicos e bloqueios de contas que totalizariam R$ 2,2 bilhões, atribuídos ao pai do empresário.
A defesa busca esclarecimentos sobre supostos pagamentos que manteriam uma estrutura de vigilância e intimidação em funcionamento. Segundo a PF, Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, realizava os pagamentos. Um dos beneficiários seria Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como Sicário.
Estado de Saúde de Mourão
Após tentativa de autoextermínio na carceragem da PF em Belo Horizonte, Mourão foi internado em estado grave, com suspeita de morte cerebral. Ele está sob monitoramento contínuo no Centro João 23.
Daniel Vorcaro já havia sido preso em novembro de 2025, durante a primeira fase da operação, por tentativa de fuga do país. Ele foi solto posteriormente, mas com restrições como o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de sair do Brasil ou manter contato com outros investigados.


