Pesquisadores do Instituto Tecnológico Vale (ITV), em parceria com o ICMBio e o Centro Tamar, estão conduzindo uma nova etapa do projeto Genômica da Biodiversidade Brasileira (GBB) para identificar espécies marinhas no sul da Bahia. O estudo utiliza a técnica de DNA ambiental metabarcoding, que permite identificar várias espécies a partir de amostras de água coletadas em reservas extrativistas.
As coletas foram realizadas em 20 pontos da Reserva Extrativista de Corumbau e em 10 pontos da Reserva Extrativista de Cassurubá. A escolha dos locais considerou áreas de pesca, conservação de espécies ameaçadas e possíveis ocorrências de espécies invasoras. As amostras, recolhidas em março, passaram por filtragem e conservação antes de serem enviadas ao laboratório do ITV, em Belém (PA), onde o DNA será extraído e analisado.
O método de DNA ambiental permite identificar espécies sem a necessidade de capturá-las, tornando o processo menos invasivo e mais eficiente. Entre os grupos monitorados estão peixes recifais, camarões, moluscos, caranguejo-uçá, além de espécies ameaçadas, como os budiões, e invasoras, como o peixe-leão e o coral sol.
Segundo os coordenadores, a técnica já é utilizada internacionalmente e agora está sendo avaliada quanto à sua eficácia em relação aos métodos tradicionais de monitoramento da biodiversidade. O GBB também trabalha com genômica para conservação e geração de marcadores genéticos, já tendo sequenciado mais de 40 genomas de referência e centenas de amostras ambientais.
Além de apoiar a conservação, o projeto busca fornecer dados para o uso sustentável da biodiversidade, inclusive para a bioeconomia. Os resultados podem ajudar a entender a adaptação das espécies às mudanças climáticas e orientar estratégias de preservação em diferentes biomas brasileiros.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br









