Os eleitores de Israel participam, nesta terça-feira (27), das primeiras eleições nacionais desde o ataque do Hamas em outubro de 2023. Aproximadamente 7 milhões de cidadãos estão aptos a votar, escolhendo entre três principais partidos, todos com propostas rígidas na área de segurança, incluindo o atual primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e dois líderes da oposição.
Entre os candidatos, estão Netanyahu, que lidera o partido Likud e acumula 19 anos no poder, o ex-general Gadi Eisenkot, do partido Yashar, e Naftali Bennett, do partido Juntos. Apesar de diferenças em relação à expansão dos assentamentos na Cisjordânia, todos rejeitam a criação de um Estado palestino e defendem o desarmamento do Hamas.
O processo eleitoral utiliza cédulas de papel, e a apuração dos votos deve ser concluída apenas no final da quarta-feira (28). O sistema parlamentarista de Israel exige que o partido vencedor forme uma coalizão para garantir maioria no Knesset, o parlamento israelense, composto por 120 cadeiras.
Especialistas apontam que, embora os três principais candidatos compartilhem uma postura considerada linha-dura, Netanyahu se diferencia por propor reformas que limitariam a autonomia do Judiciário, concentrando mais poder no Executivo. Já Eisenkot e Bennett apresentam nuances em relação à política de assentamentos e à negociação com países árabes.
O apoio de partidos árabes pode ser decisivo para a formação de uma nova coalizão, embora os principais candidatos tenham declarado não pretender alianças diretas. Analistas avaliam que uma coalizão de minoria, com apoio indireto dos partidos árabes, pode ser uma alternativa para retirar Netanyahu do poder.
Desde o ataque do Hamas, Israel intensificou operações militares em Gaza, resultando em milhares de mortes e destruição significativa. O contexto do conflito e as políticas internas, especialmente sobre assentamentos e relações com palestinos, são pontos centrais no debate eleitoral.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br




