Durante a Cúpula sobre o Impacto da Inteligência Artificial em Nova Délhi, na Índia, o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, defendeu a criação de um modelo de governança global para a inteligência artificial sob a liderança da Organização das Nações Unidas (ONU).
A Revolução Industrial e o Multilateralismo
Lula destacou a rápida evolução da Quarta Revolução Industrial, contrapondo-a ao enfraquecimento do multilateralismo mundial. Nesse cenário, a governança da inteligência artificial torna-se essencial, especialmente considerando os dilemas éticos e políticos associados às novas tecnologias.
Iniciativas Internacionais e a ONU
O presidente mencionou a proposta chinesa de uma organização internacional para cooperação em inteligência artificial focada em países em desenvolvimento e a Parceria Global em Inteligência Artificial do G7. Contudo, Lula frisou que a ONU é insubstituível para uma governança multilateral e inclusiva.
Impactos da Revolução Digital
Lula destacou os impactos positivos da inteligência artificial em diversas áreas, como indústria, serviços públicos e medicina. No entanto, alertou para os riscos associados, incluindo discursos de ódio, desinformação e ameaças à democracia.
O Papel do Brasil
O Brasil defende uma abordagem que respeite as diversidades nacionais e promova o fortalecimento da democracia e da coesão social através da inteligência artificial.
Sobre a Cúpula
A Cúpula sobre o Impacto da Inteligência Artificial é parte do Processo de Bletchley, iniciado no Reino Unido, e representa uma série de encontros intergovernamentais focados na segurança e governança da inteligência artificial.


