O economista e professor da Universidade de Brasília, Mário Lisboa Theodoro, faleceu na tarde desta quinta-feira (26), aos 69 anos, em Brasília. Theodoro era uma figura respeitada no campo das ciências sociais e políticas públicas no Brasil, especialmente em temas relacionados à igualdade racial e ao desenvolvimento social.
Legado e Contribuições
Doutor em Ciências Econômicas pela Université Paris I – Sorbonne, Mário Theodoro deixou um legado significativo por meio de suas análises e publicações. Ele é autor do livro 'A sociedade desigual: racismo e branquitude na formação do Brasil', que continua a influenciar debates sobre racismo e políticas públicas no Brasil.
Despedida
O velório ocorrerá na capela 10 do Cemitério Campo da Esperança em Brasília, entre 14h e 16h desta sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026. Diversas entidades e personalidades já expressaram pesar pela perda de Theodoro, destacando sua dedicação ao desenvolvimento de políticas de igualdade racial.
Reconhecimento e Impacto
O Programa de Pós-Graduação em Direitos Humanos e Cidadania da UnB elogiou a contribuição crítica de Theodoro para o debate sobre racismo e direitos humanos. A Anistia Internacional Brasil também reconheceu sua influência na formação do pensamento social brasileiro.
Trajetória no Setor Público
Ex-servidor do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), onde atuou como diretor de Cooperação e Desenvolvimento, Theodoro teve uma carreira notável no setor público. Seu trabalho foi fundamental na Secretaria de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República.
Contribuições Culturais
Além de suas realizações acadêmicas, Mário Theodoro também deixou sua marca na música. Em 2019, foi um dos vencedores do Festival de Música da Rádio Nacional FM de Brasília com a canção 'Trem Nordestino', que reflete a cultura e as aspirações do Nordeste brasileiro.


