O prefeito de Macapá, Dr. Furlan (PSD), apresentou sua renúncia ao cargo após ser afastado por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino. O afastamento ocorreu em meio a uma investigação da Polícia Federal (PF) que apura suspeitas de desvio de recursos federais destinados à construção do Hospital Geral Municipal.
Investigação e Afastamento
A operação Paroxismo, conduzida pela PF, investiga um possível esquema de fraude em licitações envolvendo a Secretaria Municipal de Saúde de Macapá. O contrato em questão, firmado com a empresa Santa Rita Engenharia Ltda., está avaliado em cerca de R$ 70 milhões. A PF identificou indícios de que a empresa teria tido acesso prévio aos critérios de aprovação da licitação, o que comprometeria a competitividade do processo.
Movimentações Financeiras
Após a assinatura do contrato, a PF observou movimentações financeiras suspeitas, incluindo saques em espécie totalizando milhões de reais por parte dos sócios da empresa. A análise cronológica dessas movimentações sugere que ocorreram logo após os repasses contratuais, sem que os valores fossem reinseridos no circuito bancário ou utilizados para pagamentos contratuais.
Renúncia e Novo Cenário Político
Dr. Furlan justificou sua renúncia como um passo necessário para concorrer ao cargo de governador do estado nas próximas eleições, conforme exigido pela Constituição Federal. Com a renúncia, o presidente da Câmara de Vereadores de Macapá, Pedro DaLua, assumiu interinamente a prefeitura, enquanto a vereadora Margleide Alfaia assumiu a presidência da Câmara Municipal.
Impacto na Administração Pública
O afastamento e a renúncia de Dr. Furlan levantam questões sobre a integridade dos processos licitatórios na administração pública de Macapá. O ministro Flávio Dino justificou o afastamento afirmando que a permanência dos investigados nos cargos poderia comprometer a investigação e criar riscos de novos delitos.


