A Polícia Rodoviária Federal (PRF) irá atuar em conjunto com os tribunais regionais eleitorais (TREs), forças de segurança e órgãos públicos para assegurar o deslocamento dos eleitores aos locais de votação no próximo domingo (4), durante o primeiro turno das eleições.
De acordo com a PRF, foi criada uma comissão específica para planejar as ações conforme as necessidades de cada região do país. O Centro Integrado de Comando e Controle Nacional (CICCN), localizado na sede da PRF em Brasília, será responsável por monitorar todas as ocorrências criminais durante o pleito.
A PRF orienta que os eleitores se organizem antecipadamente, pesquisando rotas, horários de maior movimento e previsão do tempo para evitar imprevistos no dia da votação. Além disso, nos dias 4 e 25 de outubro, caso haja segundo turno, haverá restrições ao tráfego de veículos de grande porte, como caminhões com dimensões superiores a 2,40 metros de largura, 4,40 metros de altura e 19,80 metros de comprimento. O objetivo é evitar congestionamentos próximos aos locais de votação.
Bloqueios em rodovias só poderão ser realizados de forma excepcional, mediante autorização da Justiça Eleitoral, justificativa formal e indicação de rotas alternativas. As abordagens de veículos serão permitidas apenas em situações que apresentem risco real à vida ou à integridade das pessoas, para evitar bloqueios indevidos como os registrados nas eleições de 2022.
Naquele ano, a PRF foi alvo de críticas por operações de fiscalização de ônibus em regiões onde o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva liderava as pesquisas, o que gerou suspeitas de tentativa de impedir o acesso dos eleitores aos locais de votação. O ex-diretor-geral da PRF, Silvanei Vasques, foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 24 anos e 6 meses de prisão por envolvimento nessas ações.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br




