O Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou que as lojas Havan paguem uma indenização de R$ 100 mil a uma ex-funcionária alvo de racismo recreativo na unidade de São José (SC). A decisão foi anunciada na última sexta-feira (27).
Casos de Racismo
Conforme o processo, a operadora de caixa foi alvo de comentários depreciativos por parte de seu chefe, que mencionava que ela precisava "melhorar a cara para não tomar chibatadas ou ir para o tronco".
Relatos de Humilhação
O chefe também mostrou aos colegas uma foto de uma pessoa escravizada, alegando ser da funcionária, além de fazer comentários pejorativos sobre seu cabelo, comparando-o a uma "gambiarra".
Decisão Judicial
Na primeira instância, a Havan foi condenada a pagar R$ 50 mil, valor reduzido para R$ 30 mil na segunda instância. O TST, no entanto, aumentou a indenização para R$ 100 mil, reconhecendo o assédio moral sofrido.
Posição da Havan
A empresa negou as acusações de injúria racial em sua defesa ao TST. A Agência Brasil entrou em contato com a Havan e aguarda um posicionamento oficial.


