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África fortalece desenvolvimento com apoio chinês e busca maior protagonismo global

Nesta segunda-feira (25), celebra-se o Dia da África, data que destaca o avanço do continente em direção ao desenvolvimento, impulsionado principalmente pela parceria com a China. Nos últimos anos, o país asiático tornou-se o maior parceiro comercial da África, movimentando US$ 295 bilhões em 2024, um aumento de 6% em relação ao ano anterior.

O relacionamento sino-africano tem se concentrado em investimentos em infraestrutura, transporte, energia e indústria. Projetos como o Parque Industrial PK24, na Costa do Marfim, exemplificam a cooperação, permitindo o processamento e armazenamento de grandes volumes de cacau e fortalecendo a participação africana na cadeia global de valor.

Segundo especialistas, a China prioriza acordos econômicos e diplomáticos, diferentemente das potências ocidentais, e permite que os próprios países africanos definam suas prioridades de investimento. Esse modelo tem proporcionado maior autonomia às lideranças locais.

Além da China, a Rússia também tem ampliado sua presença no continente, especialmente em projetos de energia. Um exemplo recente foi o acordo para construção de uma usina nuclear na Etiópia.

O endividamento africano com a China é visto como uma preocupação, mas especialistas destacam que os empréstimos são direcionados à infraestrutura, trazendo benefícios de longo prazo. A China busca, ainda, criar novos mercados para seus produtos e serviços no continente.

Os Estados Unidos, atentos à crescente influência chinesa, têm lançado iniciativas para competir, especialmente no acesso a minerais estratégicos, como o cobalto, essencial para a indústria tecnológica. Investimentos americanos também têm sido direcionados para projetos de infraestrutura, como a revitalização do Corredor de Lobito, em Angola.

Há diferenças marcantes entre os modelos de atuação de China e EUA. Enquanto os chineses investem em infraestrutura e integração econômica, os americanos priorizam segurança e extração de matérias-primas, com menor impacto no desenvolvimento local.

Os países africanos buscam ampliar sua autonomia e integração regional. A União Africana, fundada em 1963 e substituta da Organização da Unidade Africana, tem como meta a criação de um mercado comum e infraestrutura logística integrada, conforme a Agenda 2063. A Zona de Livre Comércio Continental Africana, em vigor desde 2021, já reúne 54 países e reduz tarifas para estimular o comércio interno.

Especialistas apontam que o atual cenário internacional favorece a África, que hoje possui mais condições para estabelecer sua soberania e protagonismo global, especialmente em comparação ao período pós-colonial. Países como Etiópia, África do Sul, Nigéria e Egito se destacam pela autonomia nas relações internacionais.

O contexto histórico do continente, marcado por séculos de exploração e colonização europeia, ainda reflete em desafios econômicos e sociais. No entanto, a busca por desenvolvimento, integração e maior participação global segue como prioridade para as nações africanas.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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