A Anistia Internacional manifestou indignação com a absolvição dos policiais militares Aslan Wagner Ribeiro de Faria e Diego Pereira Leal, acusados de matar Thiago Menezes Flausino, de 13 anos, em agosto de 2023 na Cidade de Deus, Rio de Janeiro. A organização criticou o julgamento, que teria desviado o foco ao tratar Thiago como criminoso em vez de vítima.
Desvio de Foco no Julgamento
Durante o julgamento, a vida e a memória de Thiago foram questionadas, associando-o à criminalidade como forma de justificar sua morte. A Anistia Internacional condena essa abordagem, afirmando que ela não contribui para a justiça, mas perpetua a violência e desrespeita a dignidade de Thiago.
Impacto na Luta por Justiça
A decisão dos jurados foi considerada uma derrota na busca por justiça e reparação. A Anistia Internacional expressou solidariedade à família de Thiago e destacou a necessidade de interromper práticas violentas na segurança pública que afetam desproporcionalmente jovens negros.
Contexto do Crime
Thiago estava na garupa de uma moto, pilotada por Marcos Vinicius de Sousa Queiroz, quando foi atingido por tiros. Os policiais, em um carro descaracterizado, alegaram revide a um ataque, mas Marcos Vinicius afirmou que ambos não estavam armados e sem ligação com o tráfico.
Repercussões e Debate
A absolvição dos policiais gerou debates acalorados. Além do caso de Thiago, eles respondem por fraude processual. A Anistia Internacional reforça seu compromisso com movimentos que apoiam mães de vítimas da violência do Estado, destacando a dor constante dessas famílias.


