O Brasil está adotando uma postura cautelosa diante dos recentes ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã. Essa abordagem é considerada estratégica, visto que o país mantém negociações tarifárias com os americanos e possui o Irã como um parceiro no grupo Brics, que reúne nações do Sul Global.
Comunicado do Governo Brasileiro
Neste sábado, o governo brasileiro emitiu um comunicado condenando o uso da força e defendendo negociações como meio para alcançar a paz. O Ministério das Relações Exteriores pediu que todas as partes respeitem o direito internacional e exerçam máxima contenção para evitar a escalada de hostilidades, assegurando a proteção de civis e infraestruturas.
Contexto Internacional
Enquanto negociações sobre o programa nuclear iraniano continuam, os Estados Unidos realizaram uma ofensiva militar em território iraniano, seguida por ataques de Israel. O Irã respondeu lançando mísseis em direção a países com bases americanas, defendendo que seu desenvolvimento nuclear tem fins pacíficos.
Desafios Diplomáticos
Especialistas em relações internacionais, como o professor Feliciano de Sá Guimarães da USP, sugerem que o Brasil deve buscar uma posição intermediária entre o Irã e os Estados Unidos, especialmente considerando a recente adesão do Irã ao Brics e as negociações tarifárias em curso com os EUA.
Implicações Econômicas
O Brasil enfrenta desafios nas suas negociações comerciais com os Estados Unidos, que impuseram tarifas de importação a produtos brasileiros. A decisão de Trump sobre tarifas foi contestada, mas uma nova imposição de 10% foi aplicada. Apesar dessas tensões, há esforços para buscar acordos comerciais mais favoráveis.
Relações com Brics
O Brasil, como membro fundador do Brics, mantém relações com a Rússia e a China, ambos aliados do Irã. O professor Williams Gonçalves destaca a importância de uma posição cautelosa, considerando a coesão do Brics e os interesses compartilhados na mudança da ordem internacional.


