O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) divulgou uma lista com 169 novos empregadores envolvidos em condições de trabalho análogas à escravidão. Este cadastro é atualizado semestralmente para aumentar a visibilidade das ações de combate a essa prática. Com a nova atualização, o total de nomes na lista chegou a 613, representando um aumento de 6,28% em relação à atualização anterior.
Inclusão da BYD na Lista
A montadora chinesa BYD, com fábrica em Camaçari, Bahia, foi uma das empresas incluídas na lista. A investigação, conduzida entre dezembro de 2024 e maio de 2025, revelou que 471 trabalhadores chineses foram trazidos irregularmente ao Brasil, sendo 163 resgatados em condições análogas à escravidão. Os auditores-fiscais identificaram que a BYD tinha responsabilidade direta pela situação, apesar dos contratos com outras empresas.
Condições de Trabalho Precárias
Os trabalhadores enfrentavam condições de vida extremamente precárias, dormindo em camas sem colchões e com acesso limitado a banheiros. As cozinhas eram insalubres e a água consumida não passava por tratamento. A jornada de trabalho excedia 10 horas diárias, sem folgas regulares, expondo os trabalhadores a diversos riscos à saúde e segurança.
Medidas Legais e Ajustes
Em resposta às autuações, a BYD firmou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público do Trabalho, comprometendo-se a pagar R$ 40 milhões. A empresa foi acusada de fraude às autoridades migratórias para facilitar a entrada dos trabalhadores estrangeiros no país.
Outros Casos Relevantes
Além da BYD, o cantor e empresário Amado Batista também foi incluído na lista do MTE devido a práticas semelhantes em suas atividades no setor do agronegócio.


