Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, não participará da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A decisão foi confirmada por seu advogado, Roberto Podval, à Agência Brasil.
Decisão do STF
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), emitiu despacho permitindo que Vorcaro opte por não comparecer aos depoimentos previstos, incluindo a CPMI do INSS e a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).
Implicações da Decisão
A decisão de Mendonça baseia-se no fato de Vorcaro estar na condição de investigado, o que torna sua presença facultativa. A CPMI do INSS investiga o suposto envolvimento do Banco Master em empréstimos consignados irregulares.
Ação da Polícia Federal
O ministro também determinou que dados sigilosos de Vorcaro sejam enviados à Polícia Federal, que conduz a investigação sobre as fraudes no Banco Master. A PF deverá compartilhar essas informações com a CPMI.
Repercussão
Alfredo Gaspar, presidente da CPMI do INSS, expressou que a devolução dos dados é uma 'vitória da transparência', ressaltando a importância de informações abertas para combater fraudes.
Contexto da Investigação
Em 2025, a Operação Compliance Zero foi deflagrada para investigar concessões de crédito falsas pelo Banco Master. As fraudes investigadas chegam a R$ 17 bilhões, incluindo uma tentativa de aquisição pelo Banco Regional de Brasília (BRB).


