O dólar comercial encerrou a quarta-feira (24) cotado a R$ 5,20, registrando o maior valor de fechamento em quase três meses. A moeda norte-americana avançou 0,28% no dia, chegando a atingir R$ 5,22 durante a manhã, impulsionada por expectativas de juros mais altos nos Estados Unidos e pela queda nos preços do petróleo.
A valorização do dólar ocorreu em meio à cautela dos investidores, que aguardam a divulgação de dados de inflação nos Estados Unidos. A possibilidade de o Federal Reserve adotar uma política monetária mais restritiva tem fortalecido o dólar frente a outras moedas e reduzido o interesse em ativos de países emergentes, como o Brasil.
No cenário doméstico, analistas apontam que a diferença entre as taxas de juros brasileiras e americanas diminuiu, o que impactou estratégias de investimento baseadas no chamado carry trade. Esse movimento contribuiu para a alta do dólar e para a queda na atratividade dos ativos brasileiros.
Na Bolsa de Valores, o Ibovespa fechou em baixa de 0,44%, aos 170.506 pontos, após três sessões de alta. O recuo foi puxado principalmente por ações de empresas ligadas a commodities, como petroleiras e mineradoras, que foram afetadas pela desvalorização do petróleo e pela alta do dólar. O setor bancário também influenciou negativamente o índice, enquanto ações voltadas ao consumo interno tiveram desempenho positivo, beneficiadas pela queda dos juros futuros.
No mercado internacional, o petróleo registrou queda pelo terceiro pregão consecutivo, com o contrato Brent para setembro fechando a US$ 73,87 por barril, uma baixa de 3,81%. O movimento foi influenciado pela expectativa de aumento da oferta global e por avanços em negociações entre Estados Unidos e Irã, além da normalização do transporte de petróleo pelo Estreito de Ormuz.
O ambiente externo mais favorável reduziu o prêmio de risco sobre o petróleo, impactando empresas do setor de energia. O mercado segue atento aos próximos passos do Federal Reserve e aos indicadores econômicos dos Estados Unidos para ajustar as expectativas em relação aos juros.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br








