Com a proximidade das eleições de 2026, profissionais da comunicação discutem os principais desafios que envolvem o uso da inteligência artificial e a propagação de notícias falsas. O evento ‘Eleições 2026: Desafios para o Jornalismo’, promovido pelo Londrina Mídia Hub em parceria com a Associação Comercial e Industrial de Londrina (ACIL), reuniu especialistas e autoridades no Auditório David Dequêch para debater o tema.
O encontro contou com a presença de representantes do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE/PR), advogados especialistas em direito digital e eleitoral, além de jornalistas locais. Vera Antunes, presidente da ACIL, destacou a importância de trazer orientações claras sobre a legislação eleitoral e o papel do jornalismo profissional na garantia da transparência e legitimidade do processo eleitoral.
Entre os principais pontos discutidos, o advogado Nilso Paulo ressaltou a necessidade de impedir que a inteligência artificial influencie a decisão do eleitor, reforçando que o voto deve ser uma manifestação livre. Já o advogado Frederico Reis enfatizou a responsabilidade dos jornalistas em checar e divulgar informações verdadeiras, destacando o papel cívico da imprensa no processo democrático.
O juiz eleitoral Marcus Renato Nogueira Garcia explicou como a Secretaria de Comunicação e Multimídia do TRE centraliza as informações oficiais, garantindo acessibilidade e clareza na comunicação com a sociedade. Ele lembrou ainda que a linguagem utilizada deve ser didática, facilitando o entendimento do público sobre questões jurídicas.
O advogado Fernando Pérez abordou a evolução das fake news e das deepfakes, alertando para a importância de buscar fontes confiáveis e reforçando o papel do jornalismo na proteção da democracia. Segundo ele, o combate à desinformação exige atenção constante às novas tecnologias e ao comportamento dos usuários.
Por fim, o desembargador Luciano Carrasco Falavinha de Souza orientou a população a não compartilhar informações duvidosas e a sempre consultar fontes seguras antes de repassar qualquer conteúdo, especialmente em grupos privados, onde o controle é mais difícil. Ele destacou que essa atitude contribui diretamente para o trabalho da Justiça Eleitoral no combate à desinformação.
Fonte: acil.com.br








