Nesta sexta-feira (20), a Polícia Civil do Amazonas realizou prisões preventivas de 13 indivíduos suspeitos de integrar um complexo esquema de tráfico de drogas. O grupo, associado ao Comando Vermelho, contava com a colaboração de ocupantes de cargos públicos nos três poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário.
Detalhes da Operação Erga Omnes
A operação, denominada Erga Omnes, revelou movimentações financeiras ilícitas de cerca de R$70 milhões desde 2018. Os envolvidos utilizavam empresas de fachada para legitimar o dinheiro proveniente do tráfico de drogas, segundo os investigadores.
Envolvimento de Servidores Públicos
Entre os detidos, destaca-se Anabela Cardoso Freitas, investigadora da Polícia Civil atualmente cedida à Casa Civil municipal. Outro alvo foi Izaldir Moreno Barros, auxiliar judiciário do Tribunal de Justiça do Amazonas. A participação desses servidores facilitava as operações da facção por meio do acesso a informações sigilosas e suporte logístico.
Reações das Instituições
A prefeitura de Manaus e o Tribunal de Justiça do Amazonas afirmaram que não compactuam com atividades ilícitas e que estão tomando as medidas administrativas cabíveis. Ambas as instituições ressaltaram o compromisso com a legalidade e a transparência.
Esquema Criminoso e Distribuição de Drogas
As investigações apontam que o grupo criminoso atuava em vários estados brasileiros, usando empresas de logística para distribuir drogas de forma disfarçada. A droga era adquirida em Tabatinga e distribuída a outros estados através de transações financeiras fraudulentas.
Uso de Instituições Religiosas
O esquema também utilizava igrejas evangélicas para dificultar a identificação pela polícia. Um dos líderes do grupo, que se passava por evangélico, atuava em uma igreja na zona leste de Manaus, camuflando suas atividades ilícitas.


