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Peruanos escolhem novo presidente em meio a década de instabilidade política

Os eleitores do Peru vão às urnas neste domingo (7) para definir quem será o próximo presidente do país, que enfrenta uma crise política há dez anos. Desde 2016, o Peru já teve oito presidentes, sendo que dois renunciaram e seis foram destituídos pelo Congresso Nacional, órgão que tem exercido grande influência sobre o cenário político local.

No segundo turno, disputam a liderança a candidata de direita Keiko Fujimori, que obteve 17,1% dos votos no primeiro turno, e o deputado de esquerda Roberto Sánchez Palomino, que alcançou 12% dos votos. Analistas apontam para um resultado incerto, destacando a polarização entre os eleitores e o histórico de rejeição e apoio herdados por Keiko, filha do ex-presidente Alberto Fujimori.

Roberto Sánchez, aliado do ex-presidente Pedro Castillo, defende uma reforma constitucional e a ampliação de direitos sociais. Ele também busca apoio no eleitorado do interior do país, tradicionalmente mais difícil de ser mensurado nas pesquisas eleitorais.

O Peru tem enfrentado sucessivas trocas de presidentes. Após a destituição de Pedro Castillo em 2021, a vice Dina Boluarte assumiu, mas também foi afastada pelo Congresso em 2025. Desde então, o país é governado por presidentes interinos escolhidos pelo Parlamento, o que reflete a instabilidade institucional.

Especialistas avaliam que o resultado da eleição pode impactar o alinhamento geopolítico do Peru, especialmente em relação aos Estados Unidos e à política regional da América do Sul. Uma vitória de Keiko Fujimori tende a reforçar laços com governos conservadores, enquanto Sánchez, mesmo representando setores progressistas, deve adotar postura pragmática devido à oposição no Congresso.

O último presidente a concluir um mandato foi Ollanta Humala (2011-2016), que posteriormente foi condenado por corrupção. O cenário de instabilidade e sucessivas crises políticas tem marcado a última década no Peru, tornando esta eleição um momento decisivo para o futuro do país.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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