O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou nesta terça-feira (21) que a Lei da Reciprocidade, aprovada por unanimidade no Congresso em 2023, não deve ser vista como uma retaliação aos Estados Unidos, mas sim como uma forma de corrigir situações consideradas injustas para o Brasil. Segundo Alckmin, o objetivo é garantir equilíbrio nas relações comerciais, sem adotar medidas de confronto.
Em entrevista após reunião com empresários dos setores afetados pelo novo tarifaço anunciado pelo governo norte-americano, Alckmin explicou que a legislação permite respostas institucionais, respeitando os trâmites legais, como consultas e audiências públicas. O governo brasileiro está finalizando um pacote de apoio aos exportadores prejudicados pelas tarifas americanas.
O pacote de medidas inclui três frentes principais: oferta de apoio financeiro às empresas, diversificação dos mercados de exportação e diálogo contínuo com os setores produtivos para avaliar os impactos. Entre as ações em estudo estão a ampliação de crédito via programa Brasil Soberano e a flexibilização temporária de regras tributárias para exportadores.
Além disso, a ApexBrasil intensificará a busca por novos mercados, como Índia, México, Singapura, Japão e países do Sudeste Asiático. O governo também aposta em avançar acordos comerciais entre Mercosul e União Europeia, EFTA e Singapura, visando reduzir a dependência do mercado americano, especialmente para setores industriais de maior valor agregado.
Os segmentos mais afetados pelas tarifas dos Estados Unidos incluem eletroeletrônicos, máquinas e equipamentos, autopeças, calçados e outros produtos industriais. O mercado americano é atualmente o principal destino das exportações brasileiras desses setores.
O cronograma do governo prevê decisões importantes nos próximos dias. Até o fim de julho, o Ministério do Desenvolvimento pretende concluir reuniões com representantes dos setores impactados para consolidar um diagnóstico e definir as ações de apoio. Também está prevista uma missão oficial à Índia para ampliar oportunidades comerciais para fabricantes brasileiros.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br









