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Relações Empresariais da Nestlé com a Ditadura Militar no Brasil São Reveladas

Recentemente, novas informações vieram à tona sobre o apoio de empresas à ditadura militar no Brasil, destacando a participação da multinacional suíça Nestlé. O podcast 'Perdas e Danos', em sua segunda temporada, explora a conexão entre a Nestlé e os eventos nos bastidores do regime opressivo no país.

Contribuições e Envolvimento

Documentos mantidos no Arquivo Nacional evidenciam que o então presidente da Nestlé Brasil, Gualter Mano, fez contribuições ao Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais (IPES), uma organização conservadora composta por empresários e militares que apoiou o golpe de 1964. A empresa também foi associada à Operação Bandeirantes (OBAN), um dos principais aparelhos de repressão do regime militar.

O Papel de Oswaldo Ballarin

Oswaldo Ballarin, figura chave na Nestlé, foi reconhecido pelo apoio à repressão, recebendo homenagens do Exército em 1970. Durante sua carreira na Nestlé, Ballarin também ocupou a presidência da Brown Boveri, outra multinacional suíça, simultaneamente. Esta última foi parte do Consórcio Itaipu Eletromecânico (CIEM), envolvido na construção da Usina de Itaipu.

Denúncias de Corrupção e Espionagem

A Brown Boveri, através do CIEM, enfrentou acusações de corrupção e irregularidades contratuais. Além disso, Ballarin foi implicado em contratar a CIA (Consultores Industriais Associados), uma agência de fachada que exercia vigilância sobre trabalhadores e apoiava o regime militar. Esta informação foi revelada por Gabriella Lima, pesquisadora da Universidade de Lausanne.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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