Um novo sensor de baixo custo para medir a poluição do ar será lançado no Acampamento Terra Livre (ATL) em Brasília. Desenvolvido pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) em parceria com a Universidade Federal do Pará (UFPA), o equipamento promete expandir o monitoramento da qualidade do ar, conforme previsto pela Política Nacional de Qualidade do Ar.
Importância do Monitoramento
O sensor visa atingir não apenas cidades, mas também comunidades tradicionais, unidades de conservação e propriedades rurais. Atualmente, existem 570 estações de monitoramento no país, mas apenas 12 estão em Terras Indígenas, segundo o Relatório Anual de Acompanhamento da Qualidade do Ar 2025.
RedeAr e Distribuição de Sensores
A partir de setembro, a iniciativa RedeAr será lançada, distribuindo 60 sensores entre organizações que incluem o Ipam e a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab). Esses dispositivos monitorarão poluição, umidade e temperatura em áreas públicas da Amazônia Legal, integrando dados com índices de saúde.
Desafios Climáticos e Tecnologia
Períodos de seca severa em 2024 resultaram em 138 dias de ar nocivo na Região Amazônica. Equipamentos importados, atualmente em uso, apresentam limitações para a região. O novo sensor nacional resolve problemas como invasão de insetos e armazenamento de dados durante falhas de internet.
Perspectivas Futuras
A expectativa é que a RedeAr expanda para 200 sensores até o final do ano. Além disso, há planos para programas de educação ambiental e fortalecimento de políticas de prevenção e combate a queimadas, com exposição do equipamento na tenda da Coiab durante o evento Abril Indígena.
Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br








