Últimas Ver últimas

Cúpula do Brics na Índia busca consenso em meio a tensões entre membros

Cúpula do Brics na Índia reúne líderes para buscar consenso sobre crise no Oriente Médio e fortalecer bloco em meio a tensões internas.

Editorias
BrasilDestaques
Compartilhe

A Índia recebe neste fim de semana, em Nova Délhi, a Cúpula dos Líderes do Brics, reunindo representantes de países emergentes em um momento de desafios internos devido a conflitos no Oriente Médio. O encontro acontece nos dias 12 e 13 de setembro, com o objetivo de fortalecer a presença global do bloco, mesmo diante das divergências entre membros como Irã e Emirados Árabes Unidos, que estão em lados opostos da guerra envolvendo os Estados Unidos e o Irã.

O conflito resultou em impactos significativos, como o fechamento do Estreito de Ormuz e a elevação do preço do petróleo bruto para mais de US$ 100 por barril. Recentemente, os Emirados Árabes Unidos suspenderam transações comerciais e financeiras com o Irã, após ataques com mísseis.

O principal desafio do Brics será encontrar um posicionamento comum sobre a crise no Oriente Médio, buscando uma declaração conjunta que contemple as diferentes visões de seus membros. Especialistas apontam que, mesmo sem grande influência imediata no cenário internacional, uma posição unificada reforçaria a capacidade do bloco de se opor a sanções e políticas econômicas de países ocidentais.

Entre os participantes confirmados estão o presidente da China, Xi Jinping, em sua primeira visita à Índia em sete anos, além dos líderes da Rússia, Irã, África do Sul, Egito e Indonésia. Os Emirados Árabes Unidos serão representados pelo príncipe herdeiro de Abu Dhabi, enquanto o secretário-geral da ONU, António Guterres, também estará presente. A Arábia Saudita, que ainda não é membro pleno, enviará uma delegação chefiada pelo ministro das Relações Exteriores.

O Brics, originalmente formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, ampliou-se recentemente com a entrada de Egito, Etiópia, Irã, Emirados Árabes Unidos e Indonésia. No entanto, a diversidade de interesses entre os novos integrantes dificulta o consenso em questões sensíveis, como observado em reuniões anteriores sem declaração conjunta.

Apesar das dificuldades, há otimismo após avanços em outros fóruns internacionais, como a Organização de Cooperação de Xangai, onde foi possível encontrar um texto comum sobre o conflito no Irã. A expectativa é que a cúpula em Nova Délhi contribua para superar divisões internas e fortalecer a atuação do Brics no cenário global.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br