O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, manifestou preocupação nesta quinta-feira (13) sobre a atuação de empresas não bancárias que buscam utilizar o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para captar recursos no varejo. Segundo Galípolo, muitas dessas instituições, de pequeno e médio porte, tentam operar de forma semelhante aos bancos, utilizando as garantias do FGC, mas sem apresentar ativos suficientes para respaldar suas operações.
Galípolo destacou que esse tipo de conduta deve ser coibido pelos reguladores, pois pode comprometer a estabilidade do sistema financeiro. Ele ressaltou que essas empresas acabam competindo com bancos sob regras menos rigorosas, prazos mais longos e exigência menor de garantias, o que pode criar desequilíbrios no mercado.
O presidente do BC explicou que o papel do FGC é fundamental para proteger pequenos investidores e dar estabilidade ao sistema financeiro, especialmente em situações de crise. O fundo, criado em 1995, é mantido por contribuições das instituições financeiras associadas e já atuou em momentos importantes, como o Plano Real e a crise financeira de 2008.
Recentemente, o FGC foi responsável por reembolsar investidores e correntistas afetados por fraudes no Banco Master, totalizando cerca de R$ 40,6 bilhões em garantias para aproximadamente 1,6 milhão de credores. Após esse episódio, o fundo adotou um plano de emergência, aumentando em até 60% as contribuições das instituições associadas para recompor o caixa.
O FGC garante o reembolso de depósitos e investimentos até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição, com um limite global de R$ 1 milhão em quatro anos. O objetivo é reforçar a confiança dos investidores e preservar a segurança do sistema financeiro nacional.
Durante evento que celebrou os 30 anos do FGC, foi inaugurada a exposição “O FGC e a Rede de Proteção do Sistema Financeiro Nacional”, na sede da B3, em São Paulo, apresentando a trajetória e a importância do fundo para a economia brasileira.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br



