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Casos de gripe em crianças disparam em Cambé e vacinação permanece baixa

A Secretaria de Saúde de Cambé emitiu um alerta devido ao aumento significativo dos casos de síndromes gripais e respiratórias, principalmente entre crianças. Em maio, o número de atendimentos pediátricos na rede municipal cresceu 166%, passando de 74 para 197 consultas diárias entre os dias 1º e 20 do mês.

No mesmo período, foram registrados atendimentos para 796 crianças de até dois anos, 863 de dois a quatro anos, 1.247 de cinco a nove anos e 861 de dez a 14 anos. Ao todo, a rede municipal realizou 8.691 atendimentos, com média diária de 434, atingindo o pico de 604 casos em 19 de maio.

De acordo com a secretária municipal de Saúde, Talita Bengozi, a variação de temperatura contribui para a propagação dos vírus, já que as pessoas tendem a permanecer em ambientes fechados. Para aprimorar o diagnóstico, estão sendo realizados testes de Influenza e COVID-19 em todas as crianças, gestantes e idosos que apresentam sintomas.

Entre 18 e 20 de maio, foram feitos 350 testes rápidos na UPA, sendo 210 em crianças, e 148 testes na Unidade 24H Maria Anideje. Apesar do aumento dos casos, a cobertura vacinal contra a gripe segue abaixo do recomendado: apenas 18% das crianças de seis meses a seis anos foram imunizadas. Entre os idosos, a taxa é de 43% e, entre gestantes, 64%. A meta é vacinar 90% de cada grupo prioritário.

A vacina segue disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde para crianças, idosos, gestantes e demais grupos prioritários. A secretária reforça que a imunização é fundamental para conter a transmissão, principalmente entre crianças, que podem disseminar o vírus em escolas e no ambiente familiar.

O Ministério da Saúde informou que, a partir de junho, a vacinação será aberta a toda a população. O aumento dos casos de síndromes gripais e respiratórias não é exclusivo de Cambé. No Paraná, até o início de maio, foram notificados mais de 8 mil casos de síndrome gripal por COVID-19 e 30 mortes. O estado está em alerta, segundo o boletim InfoGripe da Fiocruz, que aponta maior incidência em crianças pequenas, principalmente pelo vírus sincicial respiratório (VSR), enquanto adultos têm sido mais afetados pela influenza A.

Fonte: portalcambe.com.br

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