O mercado financeiro brasileiro encerrou a quarta-feira (3) em forte baixa, refletindo o aumento da aversão ao risco no cenário internacional. O Ibovespa, principal índice da B3, caiu 2,22% e fechou aos 170.330 pontos, atingindo o menor patamar desde janeiro deste ano. O índice chegou a registrar mínima de 170.007 pontos ao longo do dia.
O dólar comercial também avançou, subindo 1,14% e encerrando o pregão cotado a R$ 5,067. Durante a tarde, a moeda americana chegou a ser negociada a R$ 5,09, maior valor desde abril. O movimento foi impulsionado pela busca global por ativos considerados mais seguros e pela redução da exposição a mercados emergentes.
O desempenho negativo do Ibovespa acompanhou a queda das bolsas dos Estados Unidos, que refletiram o agravamento das tensões entre EUA e Irã. Além do cenário geopolítico, investidores monitoraram a possibilidade de novas tarifas comerciais dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, incluindo uma proposta de taxa de 25% sobre parte das exportações e medidas relacionadas ao combate ao trabalho forçado.
No câmbio, o real teve um dos piores desempenhos entre moedas emergentes, influenciado pela saída de recursos da bolsa e pela postura mais cautelosa dos investidores antes do feriado de Corpus Christi. Apesar da alta recente, o dólar ainda acumula queda de 7,69% frente ao real em 2026.
No setor de energia, os preços do petróleo registraram alta diante das incertezas sobre um possível acordo entre Estados Unidos e Irã e a continuidade dos conflitos na região do Estreito de Ormuz. O barril do Brent subiu 1,89%, fechando a US$ 97,81, enquanto o WTI teve alta de 2,4%, encerrando a US$ 96,02. O mercado permanece atento ao risco de interrupções no fornecimento global de petróleo, o que pode pressionar a inflação e aumentar a cautela dos investidores.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br









