spot_img

Artigos Relácionados

IGP-M registra maior alta desde 2021 e impacto da guerra eleva preços em abril

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), utilizado como referência para reajustes de aluguel, apresentou elevação de 2,73% em abril, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV). Este é o maior índice mensal desde maio de 2021, quando o indicador chegou a 4,10%.

O aumento foi influenciado principalmente pela guerra no Oriente Médio, iniciada no final de fevereiro, que afetou a produção e a logística do petróleo. O conflito resultou em bloqueios no Estreito de Ormuz, importante rota para o transporte de óleo e gás, o que provocou redução na oferta e elevação dos preços internacionais do petróleo e seus derivados.

Em abril, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), responsável por 60% do IGP-M, subiu 3,49%. Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que representa 30% do indicador, teve alta de 0,94%. Entre os itens que mais pressionaram o orçamento das famílias estão a gasolina (6,29%), o óleo diesel (14,93%), o leite longa vida (9,20%) e o tomate (13,44%). A tarifa de eletricidade residencial também subiu, com variação de 0,80%.

O grupo de transportes, diretamente afetado pelo aumento dos combustíveis, registrou alta média de 2,26%. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), terceiro componente do IGP-M, teve variação de 1,04% em abril.

No acumulado dos últimos 12 meses, o IGP-M soma 0,61%, interrompendo um período de cinco meses consecutivos de deflação. O índice serve como base para o reajuste anual de contratos de aluguel e algumas tarifas públicas, sendo calculado a partir de pesquisas de preços em sete capitais brasileiras entre 21 de março e 20 de abril.

Para tentar conter a alta dos derivados de petróleo, o governo federal adotou medidas como isenção de impostos e subsídios para produtores e importadores.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui