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Prefeitura de Londrina adota medidas para conter gastos e equilibrar contas públicas

Prefeitura de Londrina apresenta plano para cortar gastos, equilibrar contas e reduzir déficit fiscal até 2026, com foco em transporte e serviços essenciais.

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A Prefeitura de Londrina apresentou um novo Plano de Contenção e Reequilíbrio Fiscal, com o objetivo de reduzir o déficit financeiro e garantir o cumprimento das obrigações municipais até o final de 2026. O anúncio foi feito pelo prefeito Tiago Amaral, acompanhado de secretários municipais e do presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU).

Segundo a administração, o município iniciou 2025 com um déficit de R$ 300 milhões, dos quais R$ 220 milhões já foram ajustados por meio de ações como revisão de contratos, controle de horas extras, redução de imóveis locados e alienação de propriedades subutilizadas. Também foram implementadas medidas de justiça fiscal, incluindo recadastramento imobiliário, auditorias e ações para combater inadimplência e sonegação.

Essas iniciativas permitiram uma economia de R$ 40 milhões até 2026. Apesar dos esforços, a Prefeitura enfrenta desafios adicionais devido à queda nas receitas provenientes de IPVA, Fundeb e Imposto de Renda, que somam uma redução de R$ 124 milhões. A previsão é que o déficit chegue a R$ 205 milhões ao final deste ano.

O secretário de Fazenda, Éder Pires, explicou que o contingenciamento será feito de forma individualizada, analisando cada contrato e operação. Ele destacou o exemplo da Educação, onde o teto para pagamento de horas extras foi reduzido, gerando economia significativa.

O município enfrenta dificuldades financeiras há anos, com despesas superiores à arrecadação. Investimentos em obras e melhorias só foram possíveis graças ao apoio do governo estadual, que liberou quase R$ 1 bilhão em recursos desde 2025, dos quais R$ 279 milhões já estão em execução.

Uma das principais preocupações é o custo do transporte coletivo. O subsídio municipal para o setor aumentou consideravelmente, chegando a R$ 177 milhões em 2026. O prefeito destacou que esse valor seria suficiente para manter diversas unidades de saúde ou escolas em funcionamento. Atualmente, 47% do custo total do transporte coletivo é coberto pelo município, com várias linhas operando com baixa demanda e prejuízo financeiro.

A administração pretende otimizar o sistema de transporte, ajustando a frequência de linhas deficitárias e mantendo as gratuidades e linhas de políticas públicas. O objetivo é diminuir o valor do subsídio sem prejudicar o atendimento à população.

As medidas de contenção serão reavaliadas em 120 dias e novas ações poderão ser implementadas, caso necessário. O prefeito reforçou o compromisso com a responsabilidade fiscal e a busca pelo equilíbrio das contas públicas, visando garantir a manutenção dos serviços essenciais para a população.

Fonte: blog.londrina.pr.gov.br