Na Baixada Fluminense, mulheres da Associação de Caranguejeiros e Amigos dos Mangue de Magé (ACAMM) estão transformando a economia local ao utilizar a ubarana, peixe antes pouco valorizado pelos pescadores da região. A iniciativa, desenvolvida na Cozinha das Caranguejeiras, aproveita saberes tradicionais para criar pratos como estrogonofe, escondidinho, almôndegas, bolinhos, coxinhas, croquetes, quibes e risoles feitos com a carne da ubarana.
O preparo do peixe, que possui muitas espinhas, foi adaptado pelas mulheres da associação, tornando-o mais atrativo para o consumo e agregando valor comercial. Os pratos são vendidos em almoços especiais, eventos e por encomenda, atendendo moradores, turistas, pesquisadores e empresas.
Segundo Márcia Regina, auxiliar geral da Cozinha das Caranguejeiras e secretária da ACAMM, a atividade também tem impacto social, promovendo o bem-estar e a integração entre as participantes. Atualmente, 15 mulheres trabalham diretamente na cozinha, e 24 famílias são beneficiadas, incluindo pescadores que utilizam o espaço para eventos comunitários.
O projeto conta com apoio do Projeto Andadas Ecológicas, da ONG Guardiões do Mar, e da Petrobras, por meio de ações de educação ambiental e limpeza dos manguezais. Desde janeiro, mais de 12 toneladas de resíduos foram retiradas do Rio Suruí e suas margens, contribuindo para a preservação do habitat da ubarana.
Além da geração de renda, a iniciativa incentiva o turismo de base comunitária em Magé, com roteiros que incluem observação da fauna e flora local. A Cozinha das Caranguejeiras busca, assim, unir sustentabilidade, valorização cultural e fortalecimento econômico para as famílias da região.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br




