O Ministério da Saúde decidiu não recomendar a vacinação em massa contra a mpox no Brasil em 2026, apesar do aumento de casos registrados no país. Até outubro, foram confirmados 665 casos da doença, sem óbitos. A estratégia do governo federal é destinar até 20 mil doses de vacina apenas para grupos considerados de maior vulnerabilidade, como pessoas vivendo com HIV/Aids com baixa imunidade e profissionais de laboratório que manipulam o vírus.
A mpox, conhecida por causar erupções e lesões na pele, tem sintomas como manchas, bolhas, crostas, febre e aumento dos gânglios linfáticos, principalmente no rosto, mãos, pés, boca e região genital. A transmissão ocorre por contato íntimo ou gotículas respiratórias, tornando essencial evitar o contato com pessoas que apresentem lesões suspeitas e buscar atendimento médico em caso de sintomas.
Vacinação direcionada e monitoramento
De acordo com a infectologista Carolina Lázari, da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial, a vacinação está sendo priorizada para homens jovens com HIV/Aids e imunidade comprometida, além de profissionais de laboratório. A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) reforçou o monitoramento dos casos, especialmente na capital, onde há maior concentração de registros.
No Rio de Janeiro, a vacinação foi retomada em cinco unidades de referência, com prioridade para pessoas com HIV/Aids que apresentam contagem de linfócitos CD4 inferior a 200 células/mm³ e têm 18 anos ou mais. A ampliação para outros grupos depende da chegada de novas doses.
Contexto e histórico da doença
O Brasil enfrentou dois surtos recentes de mpox, em 2022 e 2024. O surto de 2022 resultou em mais de 10 mil casos, enquanto em 2024, uma nova variante do vírus causou preocupação internacional após mortes de crianças na África. Desde então, o Ministério da Saúde mantém vigilância ativa e ações de treinamento para profissionais da saúde, reforçando a capacidade do SUS para diagnosticar e tratar a doença.
Recomendações e prevenção
Especialistas recomendam que a população fique atenta aos sintomas e evite contato com pessoas infectadas. A vacinação segue critérios epidemiológicos rigorosos, sendo destinada apenas a grupos específicos. O Ministério da Saúde orienta que, diante de qualquer suspeita, o cidadão procure uma unidade de saúde para avaliação.
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Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br





