A Associação Comercial e Industrial de Londrina (ACIL) manifestou preocupação com a proposta em discussão no Congresso Nacional que prevê o fim da escala de trabalho 6×1. Segundo a entidade, a medida pode trazer impactos negativos para a economia, especialmente para o setor produtivo e para as micro e pequenas empresas.
A ACIL esclarece que não é contra a melhoria das condições de trabalho, mas avalia que a redução da jornada, conforme proposta, não condiz com a atual realidade da produtividade brasileira. A entidade destaca que o país ainda enfrenta altos índices de pobreza e desigualdade, o que exige cautela em mudanças que afetem a geração de riqueza.
Para a ACIL, a discussão sobre escalas de trabalho deve ser técnica e isenta, e não pautada por interesses políticos, sobretudo em ano eleitoral. A entidade defende que a definição de jornadas seja resultado de negociação coletiva entre sindicatos, empresários e trabalhadores, respeitando as especificidades de cada setor.
Estudo da Confederação Nacional do Comércio aponta que mais de 90% dos contratos no comércio varejista e atacadista têm jornadas superiores a 40 horas semanais. A adequação à nova regra pode gerar um aumento de 21% na folha salarial, totalizando R$ 122 bilhões ao ano para o setor, o que pode resultar em fechamento de empresas, aumento de preços e inflação.
A ACIL ressalta que micro e pequenas empresas seriam as mais afetadas, com risco de redução de empregos formais e aumento da informalidade. Por isso, a entidade defende compensações tributárias para amenizar os impactos, especialmente para os pequenos negócios.
Diante desse cenário, a ACIL se posiciona contrária à aprovação da proposta nos termos atuais e seguirá acompanhando o debate, representando os interesses dos empresários e da sociedade produtiva de Londrina e região.
Fonte: acil.com.br









