A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado no Senado decidiu convidar os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), para prestar esclarecimentos sobre o caso envolvendo fraudes no Banco Master. A decisão foi tomada na última quarta-feira (25) e faz parte das investigações em curso.
Contexto das Investigações
Os convites se estendem também à esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes, e ao irmão de Toffoli, José Carlos Dias Toffoli. A intenção é compreender melhor as relações envolvendo o Banco Master, que estão sob análise do STF. Como trata-se de convites, os convocados têm a liberdade de escolher se comparecem ou não à CPI.
Decisões e Justificativas
Inicialmente, havia a proposta de convocação obrigatória dos envolvidos, mas essa ideia foi descartada pelo presidente da Comissão, senador Fabiano Contarato, devido à falta de consenso. Os convites visam esclarecer dúvidas levantadas por notícias sobre possíveis reuniões entre Moraes e o presidente do Banco Central para discutir a liquidação do Banco Master, algo que ambos negam.
Implicações e Relevância
O senador Eduardo Girão justificou o convite a Viviane Barci com base em reportagens que mencionam contratos do escritório de advocacia dela com o Banco Master. Embora a Procuradoria Geral da República já tenha arquivado uma investigação sobre o assunto, alegando falta de indícios de irregularidade, a CPI busca maiores esclarecimentos.
Investigação de Dias Toffoli e seu Irmão
A participação do ministro Dias Toffoli e de seu irmão José Carlos também é foco das investigações. O senador Girão destacou decisões de Toffoli no STF que considera fora do comum para casos complexos, bem como negócios de seu irmão com o banco investigado. A CPI almeja apurar eventuais conflitos de interesse e garantir a transparência do processo.


