O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou o julgamento dos irmãos Chiquinho Brazão e Domingos Brazão pelo assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, votou pela condenação dos réus por duplo homicídio qualificado e tentativa de homicídio contra a assessora Fernanda Chaves, que sobreviveu ao ataque.
Provas Apresentadas no Julgamento
O ministro Moraes destacou que as provas materiais e testemunhais são suficientes para as condenações. Entre as evidências, estão loteamentos irregulares e documentos relacionados ao veículo usado no crime. Testemunhas confirmaram o envolvimento dos réus em crimes com objetivos econômicos e políticos, visando a formação de redutos eleitorais.
Envolvimento de Outros Acusados
Além dos irmãos Brazão, outros réus foram acusados de participação no crime. Ronald Alves teria fornecido informações essenciais para a execução do crime, enquanto Robson Calixto Fonseca foi acusado de integrar uma organização criminosa armada. Rivaldo Barbosa de Araújo Júnior, ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, foi mencionado por suposta obstrução de justiça e corrupção passiva.
Motivações do Crime
As motivações para o assassinato de Marielle Franco foram analisadas no julgamento. De acordo com a delação e provas da Polícia Federal, o crime teria sido motivado por fatores políticos, misóginos e racistas. Marielle, uma mulher preta e pobre, era vista como uma ameaça aos interesses de grupos milicianos.


