O ministro Alexandre de Moraes, relator do processo na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que as provas apresentadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) indicam claramente que Domingos Inácio Brazão e João Francisco Inácio Brazão foram os mandantes dos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Os irmãos Brazão, juntamente com outros envolvidos, devem ser responsabilizados pelos crimes.
Acusações e Réus Envolvidos
Entre os réus estão Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, e Chiquinho Brazão, ex-deputado federal e irmão de Domingos. Outros acusados incluem Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil, Ronald Alves de Paula, major da Polícia Militar, e Robson Calixto, ex-policial militar e assessor de Domingos. Todos estão em prisão preventiva.
Detalhes da Investigação
Durante a investigação, a PGR destacou o envolvimento do grupo em atividades criminosas, como a ocupação irregular de terrenos e extorsão. As milícias também seriam utilizadas para garantir apoio político aos irmãos Brazão. A organização criminosa teria utilizado essas práticas para financiar o assassinato de Marielle Franco.
Implicações Políticas
Marielle Franco, conhecida por sua oposição às milícias, tornou-se um alvo político, segundo a PGR. Sua morte visava eliminar a resistência aos interesses econômicos dos irmãos Brazão e intimidar outros opositores. Rivaldo Barbosa, empossado chefe da Polícia Civil no dia anterior ao crime, teria nomeado aliados para conduzir as investigações.


